Em 2025, Curitiba enfrentou um ano marcado por chuvas frequentes e intensas, com mais de 40% dos dias apresentando precipitações. Diante desse cenário, a Prefeitura avançou em obras e serviços essenciais para prevenir alagamentos e minimizar os efeitos das tempestades na cidade. A Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop) entregou três grandes obras, iniciou uma nova e manteve duas em andamento, além de ampliar os serviços preventivos, totalizando um investimento de R$ 77,9 milhões nas seis obras principais. Paralelamente, destinou mais de R$ 40 milhões para a manutenção da rede de drenagem, reforçando a infraestrutura urbana para enfrentar as tempestades.
Obras concluídas para reduzir os impactos das tempestades
No bairro Cajuru, finalizou o canal de concreto tipo “U” no Córrego Vila Oficinas, com 130 metros de extensão, aumentando a capacidade de escoamento das águas pluviais. Também entregou mais uma etapa dos canais do Rio Pinheirinho nos bairros Fanny, Parolin e Hauer, melhorando o escoamento e reduzindo erosões nas margens. No Mercês, moradores comemoram a implantação de uma bacia de detenção subterrânea no Rio Pilarzinho, construída sob a praça da Rua Raquel Prado, com capacidade para armazenar até 2.443 mil litros de água da chuva. Essa estrutura contribui diretamente para a redução dos alagamentos causados pelas tempestades, trazendo mais segurança e conforto para a população local.
Obras em andamento para prevenção de alagamentos
No Santa Cândida, iniciou a construção de duas bacias de contenção nas margens do Rio Atuba, uma das maiores obras recentes da cidade, que visa prevenir alagamentos na região Norte e reduzir os impactos das tempestades nos bairros Bacacheri, Atuba e Cajuru. Essa intervenção também beneficia os municípios vizinhos de Pinhais e Colombo. Além disso, executa a proteção mecânica dos condutos forçados dos rios Pinheirinho e Vila Guaíra e dos córregos Curtume e Henry Ford, ao longo de cerca de 4 km, para evitar danos causados por vandalismo que comprometiam o sistema de drenagem. No Campo Comprido, a implantação da Bacia de Detenção no Rio Mossunguê está na fase final, com capacidade para armazenar pouco mais de 29 mil m³ de água, incluindo diques, muros de proteção e uma nova galeria celular. A área receberá paisagismo e recuperação da mata ciliar, integrando espaços de lazer e contribuindo para a gestão das águas das tempestades.
Investimento em manutenção da rede de drenagem para enfrentar tempestades
Mais de R$ 40 milhões aplicaram na manutenção da rede de drenagem em 2025, com 2.280 serviços realizados em 1.792 intervenções. Essas ações incluíram limpeza de 63.084 metros de rios, córregos e canais; contenções; implantação e manutenção de galerias e caixas de captação; sondagens; desobstruções; além da manutenção de 169 pontes e passarelas. As intervenções ocorreram em quatro das seis bacias hidrográficas que cortam Curitiba: Atuba, Belém, Ribeirão dos Padilhas e Barigui. Manter os rios desassoreados garante o escoamento eficiente da água da chuva, evitando transtornos e fortalecendo a infraestrutura da cidade para suportar as tempestades, conforme explica o engenheiro Paulo Vitor Lucca, diretor do Departamento de Pontes e Drenagem.
Plano diretor de drenagem e mapeamento dos nós críticos das tempestades
O mapeamento dos nós críticos identificou pontos recorrentes de alagamentos, orientando obras de curto, médio e longo prazo para enfrentar os efeitos das tempestades. Essas intervenções integrarão o novo Plano Diretor de Drenagem (PDD), em contratação e previsto para ser desenvolvido em até 18 meses após o início. O secretário municipal de Obras Públicas, Luiz Fernando Jamur, destaca que o plano atual, elaborado há cerca de 15 anos, não contempla os eventos climáticos mais intensos e os novos desafios da urbanização. A cidade enfrenta hoje uma maior impermeabilização e chuvas fortes em curtos períodos, o que pressiona o sistema de drenagem. Atualizar o plano torna-se essencial para planejar e executar soluções eficazes contra os impactos das tempestades.
Obras futuras e microdrenagem para ampliar a proteção contra tempestades
O Departamento de Pontes e Drenagem estruturou licitações para ações que começam em 2026, com investimento estimado em R$ 40 milhões. Essas obras atendem demandas da população, especialmente via Fala Curitiba, reforçando o compromisso com a melhoria contínua da drenagem urbana e a redução dos riscos associados às chuvas intensas. Entre as intervenções de microdrenagem, destacam-se obras nas ruas Monte Castelo (Tarumã), Professor Francisco Mendes (Uberaba) e a construção de uma passarela metálica na Rua Tito Calderari (Mossunguê). Projetos de contenção das margens do Bosque Irmã Clementina (Bacacheri), da Praça Irmã Flora Compostrini (CIC) e da Rua Lauro Gentio Portugal Tavares (Sítio Cercado) estão em contratação. Também estão previstas obras de drenagem nas ruas Euclides Taborda Ribas (Cajuru), João Malta de Albuquerque Maranhão (Pinheirinho) e na Trincheira do Sabará (CIC).
Macrodrenagem como estratégia para mitigar os efeitos das tempestades
Na macrodrenagem, três intervenções previstas pelo PAC avançam para contratação: melhorias no Rio Uvu (Santa Felicidade), no Rio Pilarzinho (Bom Retiro) e a reativação da estação de bombeamento do Rio Pinheirinho. Essas ações integram o Programa de Revitalização e Obras de Curitiba (PRO Curitiba), o maior da história da cidade, com mais de R$ 6 bilhões em investimentos entre 2025 e 2028. O prefeito Eduardo Pimentel ressalta o investimento em obras estruturais e planejamento técnico para proteger as famílias, agindo hoje com uma visão de futuro para a cidade diante das tempestades.
Com a proximidade das chuvas de verão, a Prefeitura intensifica a limpeza dos rios, reforçando a prevenção contra os impactos das tempestades. A soma de obras estruturais, manutenção constante e planejamento atualizado demonstra o compromisso de Curitiba em reduzir os transtornos causados pelas tempestades e garantir a segurança da população.
Em resumo, as ações de macrodrenagem, limpeza de rios e manutenção da rede de drenagem representam estratégias fundamentais para reduzir os impactos das tempestades em Curitiba. O investimento contínuo e o planejamento técnico asseguram que a cidade esteja preparada para enfrentar os desafios climáticos atuais e futuros.
