Bicicletas elétricas crescem 80% e lideram retomada da indústria no Brasil

A produção de bicicletas elétricas no Brasil cresceu 80,5% em dezembro de 2025, consolidando-se como o principal motor da retomada da indústria nacional. No Polo Industrial de Manaus (PIM), as e-bikes passaram a representar 40,2% da fabricação total, um salto significativo em relação aos 23,1% registrados no mesmo mês do ano anterior. Esse crescimento expressivo reflete uma transformação no mercado brasileiro, onde as bicicletas elétricas deixam de ser um produto de nicho para ocupar posição estratégica na mobilidade urbana e na indústria.

Crescimento das bicicletas elétricas no polo industrial de Manaus

Dados da Abraciclo indicam que a produção total de bicicletas no PIM alcançou 335.560 unidades em 2025, superando as expectativas iniciais. Para 2026, a previsão aponta para 350 mil bicicletas fabricadas, um aumento de 4,3%. Dentro desse cenário, as bicicletas elétricas destacam-se pelo crescimento acelerado, incluindo modelos urbanos, e-MTB, híbridos e dobráveis. Mesmo com a tradicional parada industrial em dezembro, o segmento ampliou sua participação, mostrando a força das e-bikes no mercado nacional.

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  • Transformação do mercado e comportamento do consumidor

    O avanço das bicicletas elétricas revela uma mudança no comportamento dos consumidores brasileiros. Antes, a maior parte das vendas concentrava-se em bicicletas recreativas e esportivas. Agora, cresce a busca por alternativas de mobilidade mais eficientes, econômicas e sustentáveis, especialmente nos grandes centros urbanos, que concentram mais da metade da distribuição das bicicletas produzidas no PIM. Segundo David Peterle, CEO da Oggi Bikes, esse crescimento representa uma virada estrutural no setor, com o consumidor valorizando a mobilidade urbana, o custo do deslocamento e a eficiência energética.

    Valor agregado e impacto na cadeia produtiva das bicicletas elétricas

    Além do crescimento em volume, as bicicletas elétricas apresentam maior valor agregado. Com ticket médio superior e forte conteúdo tecnológico, as e-bikes atraem públicos que antes não consideravam a bicicleta como meio de transporte diário. Essa mudança impacta toda a cadeia produtiva, exigindo maior integração tecnológica, investimentos em engenharia, qualificação da mão de obra e adaptação às normas de segurança e regulamentação específicas. O setor avança não apenas em quantidade, mas em qualidade e inovação.

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    Brasil ganha destaque global com as bikes elétricas

    O desempenho das bicicletas elétricas reforça a posição do Brasil como quarto maior produtor mundial de bicicletas, com mais de 70 milhões de unidades em circulação. O segmento elétrico oferece uma oportunidade concreta para ampliar a competitividade e a inovação industrial do país. Conforme destaca David Peterle, o avanço das e-bikes representa uma evolução tecnológica inevitável, demandando integração entre áreas, atenção à legislação e segurança. Esse caminho impulsiona o setor rumo a um futuro mais sustentável e tecnológico.

    Bicicletas elétricas como motor da mobilidade urbana sustentável

    Com consumidores cada vez mais atentos a soluções sustentáveis e cidades pressionadas por alternativas ao transporte motorizado, as bicicletas elétricas consolidam-se como protagonistas na mobilidade urbana brasileira. Elas contribuem para a redução de custos, poluição e congestionamentos, além de impulsionar a nova fase da indústria nacional. O crescimento das e-bikes indica que o Brasil caminha para um mercado mais moderno, eficiente e alinhado às demandas ambientais e sociais atuais.

    Em resumo, as bicicletas elétricas lideram a retomada da indústria no Brasil, combinando crescimento expressivo, valor agregado e inovação tecnológica. Esse segmento transforma o mercado, a cadeia produtiva e a mobilidade urbana, posicionando o país como referência global no setor.

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