Ganho dos entregadores cresce 2,24% em novembro e alcança R$ 36,50 por hora

Os entregadores de aplicativos locais registraram um avanço significativo nos rendimentos em novembro de 2025, após um período de oscilações e pressão sobre a remuneração da categoria. Dados inéditos do Data Gaudium, núcleo de inteligência da Gaudium, indicam que tanto o ganho por quilômetro quanto o ganho por hora cresceram no último mês, consolidando uma tendência de recuperação gradual para os entregadores, mesmo diante de custos crescentes e instabilidades no curto prazo.

Ganho dos entregadores por quilômetro e por hora em alta

Em novembro de 2025, o ganho médio por quilômetro para os entregadores alcançou R$ 2,08, representando uma alta anual de 3,48% e uma variação mensal positiva de 0,97%. Essa diferença entre o crescimento anual e o mensal mostra que a expansão ao longo do ano foi mais consistente do que as oscilações de curto prazo, que normalmente ocorrem devido à sazonalidade, flutuações na demanda e ajustes temporários das plataformas.

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  • Além disso, o ganho por hora dos entregadores também apresentou melhora, chegando a R$ 36,50 por hora trabalhada. Esse valor representa um aumento anual de 2,21% e um avanço mensal de 2,24%. A recuperação após a queda observada em outubro pode estar relacionada à maior concentração de pedidos em horários específicos, reorganização de rotas ou ajustes momentâneos do mercado.

    Entregadores de aplicativos locais em processo de valorização

    O estudo considera apenas entregas realizadas por meio de aplicativos locais que utilizam a plataforma Machine, tecnologia desenvolvida pela Gaudium. Empresas multinacionais não fazem parte do levantamento, o que permite observar de forma mais clara o comportamento dos ganhos em ambientes regionais, onde a remuneração costuma ser mais favorável aos entregadores.

    Segundo Vinícius Guahy, coordenador de conteúdo e comunidade da Gaudium, o avanço simultâneo do ganho por quilômetro e do ganho por hora evidencia que os entregadores vinculados a aplicativos locais seguem em processo contínuo de valorização. Ele destaca que o valor pago por plataformas regionais tende a ser maior do que o praticado por apps multinacionais, que operam com margens mais estreitas para os trabalhadores e modelos de remuneração menos vantajosos.

    Desafios e perspectivas para os entregadores no mercado regional

    Embora o ritmo de crescimento seja moderado, os dados indicam que, ao menos no curto prazo, há espaço para recomposição da renda dos entregadores. Para um setor marcado por forte variabilidade e margens apertadas, a melhora registrada em novembro não elimina os desafios estruturais, mas indica um momento de ajuste. A demanda, a dinâmica urbana e os incentivos das plataformas contribuem para elevar temporariamente a remuneração média dos entregadores.

    O comportamento dos próximos meses será determinante para entender se essa recuperação se sustenta ou se representa apenas um intervalo dentro de um ciclo mais amplo de instabilidade.

    Gaudium e a tecnologia a favor dos entregadores

    Gaudium, dona da plataforma Machine, atua desde 2011 nos mercados de mobilidade e logística. Fundada pelo cientista da computação Bruno Muniz e pelo engenheiro Ricardo Góes, a startup já participou de dois Programas de Aceleração Scale Up da Endeavor. Em 2024, a empresa recebeu destaque na lista do Estadão como uma das 100 mais influentes em mobilidade no Brasil.

    Além da Machine, Gaudium é responsável pelo 55content, principal veículo sobre aplicativos de mobilidade urbana e delivery no país. A tecnologia desenvolvida pela empresa permite acompanhar de forma precisa os ganhos dos entregadores em plataformas regionais, contribuindo para uma análise mais transparente e detalhada do mercado.

    A valorização dos entregadores em plataformas locais reforça a importância de soluções tecnológicas que considerem as especificidades regionais e promovam melhores condições para esses profissionais.

    Em resumo, os entregadores de aplicativos locais apresentam sinais claros de recuperação em seus ganhos, tanto por quilômetro quanto por hora trabalhada. Essa tendência, ainda que moderada, indica um cenário de valorização e ajustes que podem beneficiar a categoria no médio prazo.

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