O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, acabou preso no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador com documentos falsos. A detenção ocorreu no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, após agentes paraguaios identificarem inconsistências nos documentos apresentados.
Durante a abordagem, autoridades confirmaram por meio de comparação de fotos, numeração e impressões digitais que o documento não correspondia à identidade real. Silvinei Vasques confessou que os papéis não eram dele e acabou expulso do Paraguai por entrada irregular no país.
Após a prisão, a polícia paraguaia levou o ex-diretor algemado e com capuz até Ciudad del Este, onde realizou a entrega às autoridades brasileiras na aduana. Em seguida, ele seguiu para Foz do Iguaçu e depois para Brasília, onde permanece sob custódia da Polícia Federal.
O Supremo Tribunal Federal decretou a prisão preventiva. O ex-diretor cumpre condenação superior a 24 anos por participação em tentativa de golpe de Estado, com atuação voltada ao monitoramento de autoridades e à interferência no processo eleitoral, principalmente no Nordeste.
A defesa solicitou ao STF que o cumprimento da pena ocorra em Florianópolis ou em São José, em Santa Catarina. Ainda neste sábado, ele segue para uma unidade do Complexo Penitenciário da Papuda, destinada a presos que exigem maior segurança.
O Ministério Público do Paraguai abriu investigação para apurar se os documentos usados foram extraviados ou roubados. Autoridades paraguaias informaram que a expulsão ocorreu por ausência de mandado local e tentativa de uso de identidade falsa.
