A pavimentação da nova ligação metropolitana entre Mandirituba e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), avançou com o início da concretagem da via. Com 26,61 quilômetros de extensão, a estrada agora recebe placas de concreto, representando um marco significativo no progresso da obra, que já alcançou 20% de execução.
Para garantir a segurança durante essa fase, implementou-se um sistema de “Pare e Siga” para controlar o tráfego local. Veículos de moradores, transporte escolar e ônibus circulam pela pista direita, enquanto demais veículos devem usar um desvio existente.
Impactos na mobilidade e na economia local
A obra atende a uma demanda histórica de quase três décadas. Ela transforma a mobilidade entre Mandirituba e São José dos Pinhais, facilitando o escoamento da produção agrícola, além de alavancar o turismo e atrair novas indústrias. O governo do Estado investe R$ 96,8 milhões através da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep).
De acordo com Gilson Santos, diretor-presidente da Amep, essa ligação representa uma conexão crucial, unindo a BR-116 à BR-376. A estrada oferece mais uma opção de tráfego na Região Metropolitana, refletindo no desenvolvimento local e estimulando a economia da região.
Serviços envolvidos e benefícios sociais
A pavimentação começa no trevo da Volkswagen-Audi, na BR-376, em São José dos Pinhais, estendendo-se até a Rua Gilberto Palu, conectando-se à BR-116 em Mandirituba. Essa nova estrada contribuirá para encurtar distâncias e facilitar o escoamento da produção agrícola.
Com o projeto, diversas comunidades rurais em São José dos Pinhais se beneficiarão, incluindo as colônias Cotia, Marcelino e Agaraú. Joice Princival, comerciante local, destaca a importância da obra. Segundo ela, o investimento melhora a infraestrutura e promove o turismo rural que vem crescendo na área.
Expectativas e conclusões sobre a obra entre Mandirituba e São José dos Pinhais
Com previsão de conclusão em 2026, a pavimentação feita em concreto assegura maior durabilidade e menor custo de manutenção. A mesma tecnologia já é utilizada em importantes rodovias estaduais, como a PRC-280. O projeto também prevê ciclovia de 2,5 metros de largura, readequações no traçado, nova iluminação e preservação dos trechos históricos, como o calçamento em paralelepípedo na Colônia Marcelino em São José dos Pinhais.
