Plano Cicloviário de Curitiba avança 35 quilômetros com projetos de novas ligações

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Bicicleta em Curitiba
Foto: Valdecir Galor
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O Plano de Estrutura Cicloviária de Curitiba avança com projetos de 35 quilômetros de novas ligações nas regiões dos bairros Cidade Industrial de Curitiba (CIC), Bacacheri e Sítio Cercado e do Água Verde ao Pinheirinho, desde a Praça do Japão ao Terminal Pinheirinho.

“Estamos ligando a estrutura cicloviária da CIC a importantes corredores de integração da cidade, facilitando os deslocamentos diários de casa ao trabalho e a áreas de comércio, serviços e terminais de transporte”, explica a arquiteta Camila Muzzillo, integrante da equipe que coordena o plano junto à diretoria de Planejamento do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).

Uma nova estrutura, com 8 quilômetros de ciclovias será implantada na marginal da Avenida Juscelino Kubitscheck, que é a espinha dorsal no sentido Sul da malha cicloviária, e propiciará a conexão entre áreas habitacionais e o setor industrial, situadas ao Oeste deste eixo.

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A implantação da estrutura cicloviária, aliada melhorias da iluminação e sinalização, irá garantir mais segurança nos deslocamentos a pé e por bicicleta em um local com elevados índices de acidentes de trânsito”, reforça Camila.

Sítio Cercado

No extremo sul da cidade, na Regional Bairro Novo, a nova estrutura cicloviária atenderá a uma demanda identificada na Pesquisa Origem Destino para a conexão até o terminal do Sítio Cercado, desde o Ribeirão dos Padilhas à Izaac Ferreira da Cruz, reforçando a intermodalidade.

Bacacheri

Em um trecho da Avenida Erasto Gaertner, ao norte, na região do Bacacheri, será implantada uma ciclofaixa bidirecional, garantindo o acesso ao polo comercial e de serviços e conectando ao restante da malha cicloviária existente.

Plano Cicloviário

Caminhar Melhor

Contratados pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), os projetos em andamento contam com recursos do Finisa, da Caixa Econômica Federal. As intervenções fazem parte da primeira etapa do projeto Caminhar Melhor, voltado ao aumento da estrutura de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, e de implantação de novas calçadas para a melhor acessibilidade em diversos bairros.

Os projetos estão em andamento, com estimativa de conclusão no último trimestre deste ano. As obras deverão ser licitadas no início de 2022.

O Caminhar Melhor prevê R$ 40 milhões em obras de infraestrutura de acessibilidade e ciclomobilidade, sendo R$ 20 milhões somados ao Plano de Estrutura Cicloviária e outros R$ 20 milhões para novas calçadas e revitalização de passeios.

Evolução

Desde que o plano foi implantado, em novembro de 2019, conforme Decreto 1418 de 2019, a malha cicloviária de Curitiba passou de 208 quilômetros para 249,2 quilômetros. Os projetos de outros 23 quilômetros estão em fase de contratação pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba, contemplando trechos da Avenida Wenceslau Braz, desde o terminal do Portão, ao longo da Santa Bernadethe; da Avenida Nossa Senhora de Lourdes, próximo ao Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e, na área central, na Rua Barão do Serro Azul, além de conexões com as estações do Inter 2. A meta é alcançar cerca de 408 quilômetros até 2025.

Lógica do plano

São pilares do plano: ampliar a malha cicloviária; estabelecer conexão entre as estruturas existentes e propostas; promover a intermodalidade (requalificando estruturas dos terminais de transporte e Polos Geradores de Viagem) com áreas que atuam como reservas técnicas destinadas a estacionamento de bicicletas (bicicletários, etc); estruturar as rotas com equipamentos de apoio à bicicleta e incentivar e promover campanhas permanentes de conscientização aos deslocamentos cicloviários.

Nas implantações estão previstos tipos diversos de estruturas cicloviárias, entre ciclovias, ciclofaixas, ciclofaixas sobre a calçada, vias compartilhadas, ciclorrotas e passeios compartilhados.

A classificação definida no plano está fundamentada conforme os parâmetros estabelecidos no Código de Trânsito Brasileiro (Lei Federal 9.503 de 1997) e devidamente adaptadas às tipologias existentes no âmbito local.

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