A Portos do Paraná alcançou um marco histórico ao movimentar 70 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro de 2025, superando a produtividade do ano anterior com quinze dias de antecedência. A expectativa é atingir entre 72 e 73 milhões de toneladas até o final do ano, antecipando em uma década a meta prevista para 2035. Esse crescimento expressivo destaca a eficiência e a importância estratégica dos portos paranaenses para o comércio nacional e internacional.
Portos do Paraná e o crescimento da movimentação de cargas
Entre 2018 e 2025, a movimentação de cargas nos portos do Paraná cresceu 32%, impulsionada por investimentos em infraestrutura e inteligência logística. O Porto de Paranaguá destaca-se mundialmente no embarque de grãos e farelos, além de ser o maior corredor de exportação de carne de frango congelada do planeta, responsável por mais de 48% da produção nacional destinada ao mercado externo.
Além disso, Paranaguá lidera a exportação brasileira de carnes (frango, bovino e suíno), respondendo por cerca de 40% do total nacional. O porto também é o principal canal para embarque de óleo de soja e possui o segundo maior fluxo de soja e farelo do país. Em 2025, os portos de Paranaguá e Antonina receberam mais de 11 milhões de toneladas de fertilizantes, reforçando sua relevância logística.
Investimentos e melhorias nos portos do Paraná
O aumento do calado operacional nos berços de granéis sólidos, de 13,1 para 13,3 metros, permitiu um crescimento médio de até 1,5 mil toneladas por navio. Para navios porta-contêineres, o calado subiu de 12,8 para 13,3 metros, aumentando a capacidade em cerca de 400 TEUs por embarcação. O TEU equivale a um contêiner de 20 pés, aproximadamente seis metros.
A concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, vencida pelo Consórcio Canal da Galheta Dragagem, prevê a ampliação e aprofundamento do canal para um calado operacional de 15,5 metros em cinco anos. Essa melhoria permitirá um salto na capacidade de embarque, com um adicional de mil contêineres ou 14 mil toneladas de granéis sólidos vegetais por navio.
Regularização de áreas e modernização da infraestrutura
A conclusão da regularização das áreas arrendáveis do Porto de Paranaguá, por meio de nove leilões na Bolsa de Valores do Brasil, trouxe novos investimentos e maior segurança operacional. As arrendatárias assumem a obrigação de investir tanto nas áreas outorgadas quanto nas comuns, o que ampliará a eficiência na movimentação de cargas e a competitividade dos portos paranaenses.
Entre as obras previstas, destaca-se a construção de um píer em “T” com quatro novos berços de atracação equipados com esteiras transportadoras de alta velocidade. Atualmente, um berço embarca três mil toneladas de soja ou grãos por hora, e com o novo sistema, esse volume aumentará para oito mil toneladas por hora.
Moegão: a maior obra pública portuária do Brasil
A Portos do Paraná investe mais de R$ 650 milhões na construção do Moegão, que atingiu 80% de execução em dezembro de 2025. Essa obra permitirá receber 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano, atendendo aos terminais do Corredor de Exportação Leste (Corex).
Atualmente, os terminais descarregam em média 550 vagões por dia. Com o Moegão, o processo será padronizado em um único ponto, possibilitando o descarregamento de 180 vagões a cada cinco horas, totalizando cerca de 900 vagões diários. Os granéis vegetais seguirão por correias transportadoras até 11 terminais interligados ao sistema e, posteriormente, para os navios.
Portos do Paraná: eficiência e futuro promissor
O governador Carlos Massa Ratinho Junior destaca que o Porto de Paranaguá mantém a posição de porto mais eficiente do Brasil, com investimentos contínuos para garantir a expansão e o fluxo internacional para empresas e indústrias paranaenses. Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, reforça que a superação das metas demonstra que, com inteligência logística, investimentos e trabalho em equipe, antecipar o futuro é possível.
Esses avanços consolidam os Portos do Paraná como um dos principais polos logísticos do país, com infraestrutura moderna, capacidade ampliada e compromisso com o desenvolvimento econômico regional e nacional.