Governo estadual entrega primeira fase da revitalização da Rodovia da Uva

28
Rodovia da Uva
Rodovia da Uva (PR-417), em Colombo (Foto: Jonathan Santos/Agência de Notícias do Paraná)
Publicidade

O ano de 2020 ficará marcado pela entrega, pelo Governo do Estado do Paraná, de uma das obras mais difíceis e emblemáticas da Região Metropolitana de Curitiba: a revitalização da Rodovia da Uva, em Colombo.

A intervenção demorou dez anos e teve uma série de imbróglios judiciais, quatro contratos, falência, abandono, furtos e inúmeros outros obstáculos.

A modernização da via tinha toda a receita para não sair do papel e ainda encontrou um ano com pandemia e ciclone-bomba, depois de um 2018 de greve dos caminhoneiros com pontos de paralisação na pista, mas uma força-tarefa conseguiu finalizar os trabalhos em julho e entregar uma nova rodovia de maneira definitiva para a população.

Publicidade

Para resolver a questão, o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná investiu o equivalente a R$ 37,7 milhões no Lote 2 (que vai do Contorno Norte até o entroncamento com a Rua Orlando Ceccon) da Rodovia da Uva (PR-417). Esses recursos foram usados para contratar uma empresa responsável por finalizar as obras iniciadas em 2011 e outra para executar viadutos.

O primeiro conjunto de obras, de R$ 33,4 milhões, contemplou 6,2 quilômetros de pavimentação, sendo 4,9 quilômetros de pistas triplas em cada sentido e 1,36 quilômetro de recuperação no perímetro urbano, ciclovia, calçadas, drenagem, muros de contenção, semáforos, iluminação, canteiro central e sinalização horizontal e vertical.

  • Rodovia da Uva
  • Rodovia da Uva
  • Rodovia da Uva
  • Rodovia da Uva

O segundo, de R$ 4,3 milhões, consistiu em dois viadutos paralelos com 41 metros de extensão cada na entrada da Avenida Santos Dumont, junto com os novos acessos aos bairros da região: Parque do Embu, Jardim Santa Fé, Itajacuru e vários outros. Esse acesso revitalizado, um pouco à frente do início do Contorno Norte, foi idealizado para garantir segurança no tráfego.

“A Rodovia da Uva é simbólica para o Paraná e para a Região Metropolitana de Curitiba. As obras ali se arrastavam há anos. Os nossos técnicos trabalharam arduamente nos últimos 30 meses para resolver as questões pendentes e conseguimos concluir o que ainda restava”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Júnior. “Com as três pistas destravamos o fluxo entre as duas cidades e levamos mais segurança para a população”.

HISTÓRIA

A história da revitalização da rodovia que tem o nome da fruta do brasão de Colombo é permeada de dificuldades e envolveu, como um todo, investimento de cerca de R$ 50 milhões do Governo do Estado do Paraná. Ela é tão antiga e cheia de retalhos que mesmo atualmente, seis meses depois da entrega, ainda gera trabalho intenso de conclusão dos processos.

As primeiras máquinas entraram na pista simples com acostamento em fevereiro de 2010. Foi feita a terraplanagem de alguns pontos e a empresa que venceu a licitação da época abandonou o canteiro. O Governo do Estado do Paraná abriu uma nova concorrência e em setembro de 2013 máquinas de outra companhia voltaram a pisar na Uva.

Essa empreiteira chegou a desenhar 20% do trecho, inclusive com a implementação de algumas camadas asfálticas, mas ela faliu durante a última grande crise econômica.

Após a nova reviravolta, foi feita uma nova licitação e em maio de 2018 as obras voltaram a andar, mas ainda com dificuldades por conta de desapropriações que ficaram sem resolução e de muros incompletos que tiveram parte da estrutura de ferragens furtada. A operação deveria levar um ano, mas atrasou um pouco.

Nesse meio tempo também foi idealizada a licitação adicional dos viadutos do acesso a Santos Dumont para resolver o histórico de acidentes do trecho. Eles começaram a ser construídos em novembro daquele ano e acabaram mais ou menos junto com a obra da pista.

Segundo o secretário e Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, a missão do Governo do Estado do Paraná era terminar esse projeto e entregar mais qualidade de vida para a população.

“A Rodovia da Uva revitalizada é uma conquista de todos os paranaenses. Estamos entregando grandes obras na Região Metropolitana de Curitiba, que é a área mais populosa do Estado e que precisa de muita infraestrutura”, acrescenta. “E, ao mesmo tempo, viabilizando outras, como a Rodovia dos Minérios e as novas trincheiras em Campo Largo. O trabalho não vai parar”.

NOVO LOTE

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná trabalha nesse momento em cima do projeto executivo de duplicação do Lote 1 da Rodovia da Uva, que começa ao lado da Paróquia Santa Cândida, em Curitiba, e vai até o entroncamento com o Contorno Norte.

Esse trecho de 4,2 quilômetros deverá ter interseções em desnível, como viadutos ou trincheiras, nas confluências entre outras rodovias e uma rotatória na região do bairro Santa Cândida, projetando fluxo contínuo de veículos. O documento deve ficar pronto em fevereiro.

CONTORNO NORTE

Também está em fase de Estudo de Impacto Ambiental o projeto de estender o Contorno Norte da Rodovia da Uva até a BR-116. A coordenação é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. O levantamento deve ficar pronto na metade do ano que vem.

REGIÃO METROPOLITANA

Está em fase de projeto, ainda, a duplicação da PR-506, no município de Campina Grande do Sul. O trecho inicia no quilômetro 21,7 da rodovia, na altura da interseção da PR-506 com a BR-116, próximo a Quatro Barras, e segue por aproximadamente 8,1 quilômetros em direção ao perímetro urbano da cidade. Ele ficará pronto em junho de 2021.

O desenho do traçado deverá considerar a influência do tráfego gerado pelo Hospital Angelina Caron e pelo Corpo de Bombeiros, presentes no trecho, e propor soluções para resolver a questão dos acessos a esses locais, levando em conta sua interferência nas margens da PR-506.

Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui