Nova concessão do transporte coletivo de Curitiba moderniza sistema e investe em sustentabilidade

A nova concessão do transporte coletivo de Curitiba avança para transformar o sistema de mobilidade urbana da capital paranaense. A Prefeitura de Curitiba finaliza o edital que será publicado em 27 de abril, com o leilão previsto para ocorrer até julho na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Essa iniciativa promete modernizar o transporte coletivo, ampliando rotas, investindo em ônibus zero emissões e implantando integração temporal entre todas as linhas, o que tornará os deslocamentos mais rápidos e confortáveis para os usuários.

Nova concessão do transporte coletivo de Curitiba prevê modernização e sustentabilidade

O edital da nova concessão do transporte coletivo de Curitiba resulta de um trabalho de três anos, conduzido com transparência e participação popular. O prefeito Eduardo Pimentel destaca que o processo envolveu audiências públicas, consulta online e roadshow com investidores, garantindo segurança jurídica e robustez ao documento. A nova concessão trará mais eficiência, sustentabilidade e economia para os passageiros, que contarão com novas linhas, integração temporal e ônibus com conforto térmico e zero emissões.

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  • A elaboração do edital contou com a colaboração da Urbanização de Curitiba (Urbs), do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (Ippuc) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES). O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) também participou da análise, contribuindo para aprimorar o documento e reduzir custos em cerca de R$ 700 milhões.

    Investimentos e estrutura da nova concessão do transporte coletivo de Curitiba

    A nova concessão dividirá o sistema em cinco lotes: dois de BRTs, que abrangem linhas em canaletas exclusivas, e três regionais (Norte, Sul e Oeste), com contratos de operação de 15 anos. O investimento total previsto alcança R$ 3,9 bilhões, incluindo a aquisição de 250 ônibus elétricos em cinco anos, 149 ônibus a diesel modelo Euro 6 no início do contrato e mais 1.084 veículos ao longo do período.

    Além disso, o projeto prevê a construção e requalificação de 16 estações-tubo, reformulação de 30 itinerários e criação de cinco novas linhas. A frota operacional aumentará de 1.189 para 1.234 ônibus, todos equipados com câmeras de monitoramento e ar-condicionado. Também serão instalados dois eletropostos públicos nos terminais Capão Raso e Capão da Imbuia.

    A nova concessão introduz um fundo garantidor inédito para assegurar a estabilidade financeira do projeto e novos indicadores de qualidade para melhorar o serviço. A transição para o novo sistema deve durar até dois anos, período em que a tarifa atual de R$ 6 permanecerá sem reajustes.

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    Parceria com o BNDES e foco na eletromobilidade

    O contrato com o BNDES estendeu o apoio à nova concessão por mais um ano, garantindo consultoria e suporte até a entrada dos novos operadores. A modelagem prevê concessão comum com subsídio para tarifa e subvenção para investimentos em frota elétrica e infraestrutura de recarga.

    Curitiba será a primeira cidade do país a estruturar um contrato de concessão com foco na transição energética e redução de emissões desde a origem. A frota de ônibus elétricos, atualmente com 7 veículos, crescerá para 250. Ana Zornig Jayme, presidente do Ippuc, ressalta que a nova concessão está alinhada ao planejamento estratégico da cidade para uma mobilidade sustentável e inovadora, incentivando o uso do transporte coletivo e da mobilidade ativa.

    Subvenção, qualidade e participação no leilão

    Do total de R$ 3,9 bilhões em investimentos, cerca de R$ 860 milhões virão em subvenção do município para aquisição da frota elétrica e eletropostos, que retornarão ao município ao final da concessão. Novos indicadores de qualidade entrarão em vigor para aumentar a eficiência do serviço, e a remuneração dos operadores poderá ser reduzida em até 3% caso não cumpram os índices estabelecidos.

    No leilão, vencerá a licitação quem oferecer o maior percentual de desconto sobre a remuneração de referência de cada lote. Poderão participar sociedades empresariais, fundos de investimento, instituições financeiras e entidades de previdência complementar, nacionais ou estrangeiras, isoladamente ou em consórcio. Cada licitante pode concorrer a um ou mais lotes, mas nenhuma consorciada poderá participar de mais de um consórcio.

    Impacto da nova concessão do transporte coletivo de Curitiba na mobilidade urbana

    O sistema atual de transporte coletivo de Curitiba conta com 309 linhas, 22 terminais, 330 estações-tubo e uma frota de 1.189 ônibus, atendendo 555 mil passageiros pagantes por dia útil e 6,4 milhões de viagens mensais. A nova concessão promete ampliar e modernizar essa estrutura, proporcionando mais conforto, segurança e sustentabilidade para os usuários.

    Com a implantação da nova concessão do transporte coletivo de Curitiba, a cidade avança rumo a um sistema mais eficiente, sustentável e integrado, que valoriza o tempo dos passageiros e a qualidade de vida da população. A expectativa é que o transporte coletivo se torne uma opção ainda mais atrativa para os curitibanos, contribuindo para a mobilidade urbana e o meio ambiente.

    A nova concessão do transporte coletivo de Curitiba representa um marco para a mobilidade da cidade, combinando inovação, sustentabilidade e participação social para garantir um serviço de qualidade e moderno para os próximos 15 anos.

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