Motoristas que utilizam as rodovias BR-116/376, no Paraná, e BR-101, em Santa Catarina, terão uma agenda de investimentos de aproximadamente R$ 15 bilhões. O valor destina-se à ampliação da capacidade das rodovias, ao reforço da segurança viária e à modernização da concessão entre Curitiba (PR) e Paulo Lopes (SC).
Protocolo de intenções para melhorias nas rodovias
Na sexta-feira, 26 de junho de 2026, o Ministério dos Transportes, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Autopista Litoral Sul e a Arteris assinaram um Protocolo de Intenções. O documento define diretrizes para viabilizar melhorias em três frentes de atuação, desenvolvidas simultaneamente. A iniciativa institui uma agenda conjunta de cooperação institucional para conferir maior previsibilidade às tratativas entre as instituições. O objetivo é estruturar soluções para gargalos históricos de infraestrutura no trecho entre Curitiba (PR) e Paulo Lopes (SC). Entre as prioridades, destacam-se as intervenções no Morro dos Cavalos e a ampliação da capacidade da BR-101/SC.
Fases de atuação e investimentos nas estradas
O protocolo prevê a possibilidade de reversão à União dos trechos conhecidos como Morro dos Cavalos e Eixão, na BR-101/SC, por meio de termo aditivo ao contrato de concessão. Essa medida permitirá a posterior transferência desses segmentos para outro concedente, caso sejam cumpridas as etapas legais e regulatórias previstas. A execução de mais de R$ 3 bilhões em obras inclui túneis e aproveitamento do licenciamento ambiental e do projeto do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Paralelamente, os participantes avaliarão um acordo substitutivo de multas, que poderá converter passivos decorrentes de autos de infração em investimentos na própria rodovia. Ou seja, as multas serão convertidas em obras, conforme a regulamentação da ANTT.
O documento também contempla a análise da inclusão de cerca de R$ 4 bilhões em investimentos para ampliar a capacidade das rodovias, elevar a segurança viária e melhorar imediatamente o nível de serviço nos trechos considerados críticos. A recomposição do equilíbrio econômico-financeiro poderá ocorrer por meio de tarifa e/ou da extensão do prazo de concessão.
Além disso, o protocolo estabelece a estruturação de uma modernização mais ampla da concessão, com expectativa de investimentos estimados em até R$ 10 bilhões. Esses investimentos estão sujeitos às análises técnicas, regulatórias e ao controle prévio do Tribunal de Contas da União (TCU).
O acordo define uma agenda permanente de cooperação entre os participantes para agilizar análises, compartilhar estudos, identificar entraves técnicos, ambientais, jurídicos e regulatórios, e estruturar soluções para melhorar os níveis de serviço das rodovias.
A assinatura do protocolo autoriza a ANTT a alterar o contrato de concessão para viabilizar a execução das obras tão esperadas pelos usuários.