A Via Araucária está adotando uma solução inovadora para aumentar a durabilidade da infraestrutura rodoviária nos trechos sob sua concessão. A concessionária é a primeira do Paraná a implantar pavimento rígido de concreto em obras de duplicação de rodovias, tecnologia reconhecida pela elevada resistência estrutural e longa vida útil.
Via Araucária e a inovação no pavimento rodoviário
Essa novidade integra o conjunto de obras do terceiro ano da concessão, com previsão de entrega em fevereiro de 2027. Serão aproximadamente 50 quilômetros de pavimento de concreto, distribuídos entre a duplicação da PR-423, no trecho entre Araucária e Campo Largo, e as obras da BR-277, em Palmeira e Irati.
O grande diferencial do pavimento rígido está na durabilidade. Enquanto o pavimento asfáltico tem vida útil aproximada de 10 anos, o concreto pode alcançar de 20 a 30 anos, dependendo das condições de projeto, execução e uso da rodovia. Isso representa uma estrutura preparada para suportar tráfego intenso, especialmente de caminhões e veículos pesados.
Além da resistência aos esforços do tráfego, o pavimento rígido proporciona melhor aderência entre pneus e pista, aumentando a segurança, principalmente em condições de pista molhada. Sua estrutura permite que defeitos apareçam de forma localizada, com intervalos maiores entre manutenções.
O resultado esperado é uma rodovia mais durável, com menor necessidade de reparos frequentes e menos intervenções que impactem a circulação dos veículos. Trata-se de um investimento que considera o desempenho da infraestrutura ao longo de décadas.
Pedro Veloso, diretor de Engenharia da Via Araucária, destaca que “o pavimento de concreto amplia nossas opções para escolher a solução mais adequada a cada trecho. Essa diversidade permite decisões de investimento mais estratégicas, que consideram o tráfego, a durabilidade e os custos ao longo da vida útil”.
Processo de implantação do pavimento rígido
A implantação do pavimento rígido exige um processo diferente do asfalto. O concreto é produzido em usinas exclusivas para as obras, com capacidade de 120 metros cúbicos por hora na BR-277 e 180 metros cúbicos por hora na PR-423. A composição combina cimento, areia, brita, água e aditivos, seguindo dosagem específica para atender aos requisitos de resistência e durabilidade do projeto.
Após a preparação das camadas inferiores da rodovia, o concreto é transportado até a frente de trabalho, lançado e distribuído por equipamentos de pavimentação de formas deslizantes. Durante essa etapa, são instaladas barras de transferência e de ligação, que contribuem para o comportamento estrutural da pista.
A superfície recebe tratamento de texturização para garantir aderência adequada dos pneus. Outro diferencial das obras da Via Araucária é o uso de um sistema 3D de controle robotizado, que controla automaticamente parâmetros como alinhamento, altura e inclinação da pista, aumentando a precisão e reduzindo ajustes manuais.
A concessionária também adotará a texturização longitudinal, com sulcos paralelos ao sentido do tráfego. Essa técnica melhora a aderência em pista molhada e pode reduzir o ruído do contato dos pneus com o pavimento.
Com cerca de 50 quilômetros de pavimento de concreto previstos, a Via Araucária incorpora uma solução que combina resistência, tecnologia e planejamento de longo prazo, beneficiando a conservação das rodovias e a experiência dos usuários.
