Viagens corporativas no Sul sobem 43,8% no 1º semestre de 2026

As viagens corporativas de empresas de tecnologia do Sul do Brasil cresceram 43,8% entre janeiro e junho de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo levantamento da Biosfera Copastur.

O estudo aponta que o movimento acompanha a expansão do mercado brasileiro de viagens de negócios e reforça o peso dos encontros presenciais na geração de oportunidades comerciais, especialmente em setores que dependem de relacionamento e conexão entre equipes, clientes e parceiros.

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  • Setor de tecnologia impulsiona a mobilidade corporativa no Sul

    De acordo com a Copastur, o segmento Tecnologia/Sul aparece entre os que registraram maior crescimento no período analisado. A empresa informa que trabalha há mais de 50 anos com gestão de viagens no Brasil e em outros países da América Latina e do Caribe.

    O contexto nacional também ajuda a explicar o avanço. A Global Business Travel Association (GBTA) projeta que o Brasil movimentará US$ 35,8 bilhões em viagens corporativas em 2026, alta de 13,8% e o maior crescimento entre os 15 maiores mercados globais. No mundo, os gastos devem alcançar US$ 1,71 trilhão neste ano.

    Para Edmar Mendoza, CEO da Biosfera Copastur, os encontros presenciais seguem essenciais para os negócios. “Os encontros presenciais possibilitados pelas viagens corporativas continuam tendo um papel importante na geração de negócios. Com tecnologia e dados, conseguimos mostrar o retorno dessas viagens e, ao mesmo tempo, retirar parte do trabalho operacional das equipes, permitindo que se concentrem justamente nas conexões que geram negócios. Dessa forma, é possível transformar o investimento em viagens em benefícios para a empresa”, afirma.

    Antecedência de compra ajuda a reduzir custos

    O levantamento também mostra que o momento da compra influencia diretamente o valor das passagens e demais despesas. Viagens adquiridas com mais de 30 dias de antecedência tiveram ticket médio de R$ 919,53. Já as compras feitas entre zero e nove dias antes do embarque chegaram a R$ 2.171,64, uma diferença de 136%.

    Segundo a Copastur, esse comportamento indica que planejar as viagens e antecipar as compras pode gerar economia relevante sem comprometer a operação. A empresa também destaca que políticas de viagem ajudam a ampliar a previsibilidade e a eficiência na gestão dos deslocamentos.

    Um exemplo citado no estudo envolve o segmento de Energia. Nesse caso, elevar a antecedência média de compra de 17 para 25 dias reduziria o ticket médio de R$ 1.804,61 para R$ 1.363,02, com economia estimada em R$ 1,19 milhão.

    “Quando uma empresa cresce, a tendência é que a complexidade das viagens também aumente. Mais deslocamentos significam mais variáveis para administrar: tarifas, hospedagem, transporte, horários, políticas internas e tempo das equipes. A gestão eficiente não é simplesmente encontrar a menor tarifa, mas usar dados e expertise para entender o custo total daquela viagem e como ela pode ser planejada de forma mais inteligente, antecipando decisões e encontrando mais oportunidades de economia”, complementa Mendoza.

    O cenário também ocorre em meio à pressão de custos no mercado global. Segundo o GBTA Business Travel Index 2026, com Rockport Analytics, os gastos mundiais com viagens corporativas devem crescer 7,2% em 2026, enquanto o número de viagens deve avançar 1,3%, o que indica alta de preços como parte importante da conta final.

    Para a Copastur, a expansão das empresas de tecnologia no Sul exige ferramentas que combinem controle de custos, experiência da pessoa viajante e eficiência operacional, em um ambiente de mobilidade corporativa cada vez mais estratégico.

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