A viagens gratuitas de bicicleta oferecidas pela Estácio em parceria com a Tembici passam a beneficiar mais de 30 mil alunos e professores em Belo Horizonte, Curitiba e Florianópolis. A iniciativa busca incentivar o uso da bicicleta como alternativa de transporte na rotina acadêmica e, ao mesmo tempo, conectar mobilidade ativa, economia e saúde pública.
Mobilidade ativa e saúde pública
Segundo a Estácio, o benefício vale para estudantes de graduação e pós-graduação e para docentes vinculados às unidades e aos polos contemplados nas três capitais. Para usar a gratuidade, o usuário precisa fazer o cadastro e ativar o Plano Estácio no aplicativo da Tembici, seguindo as orientações específicas de cada público. As viagens gratuitas obedecem às condições e aos limites previstos no regulamento.
O incentivo também dialoga com um desafio global de saúde. Em estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2024, cerca de 1,8 bilhão de adultos, ou 31% da população adulta mundial, não atingiram os níveis recomendados de atividade física em 2022. A organização recomenda entre 150 e 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada e inclui deslocamentos a pé e de bicicleta entre as formas de incorporar movimento à rotina.
Para a arquiteta e urbanista Elana da Silva Romualdo, especialista em sustentabilidade e professora da Estácio, iniciativas desse tipo ajudam a mudar hábitos. Ela afirma que, quando substituem trajetos de carro, os deslocamentos também reduzem emissões de gases poluentes, ruído e demanda por espaço nas vias.
Como funciona a parceria nas três capitais
Elana também defende que ampliar o uso da bicicleta exige condições que tornem a escolha viável, como infraestrutura cicloviária segura, integração com o transporte coletivo e planejamento que considere os trajetos cotidianos da população. Segundo ela, esses investimentos favorecem a circulação e o acesso aos espaços públicos.
“Ao pedalar, o indivíduo percebe o espaço urbano de maneira mais sensível e integrada, fortalecendo vínculos afetivos, o senso de pertencimento e a qualidade das experiências cotidianas. Esse contato mais próximo com o território contribui para uma cultura urbana mais humana e mais consciente”, afirma.
Tomás Martins, CEO e cofundador da Tembici, diz que a parceria amplia o alcance da mobilidade compartilhada. “A Estácio tem um papel fundamental na viabilização do sistema de bikes compartilhadas e dá um passo importante ao levar a gratuidade à sua comunidade acadêmica. É uma parceira que entende a mobilidade como parte da experiência de quem estuda e trabalha e coloca esse compromisso em prática”, conta. Ele acrescenta: “Estamos falando de mais de 30 mil alunos e professores que podem ter acesso gratuito às bicicletas em três capitais. Esse alcance mostra como o patrocínio pode ir além da presença da marca e ajudar a viabilizar uma alternativa de transporte para a comunidade acadêmica”.
Na prática, o uso já faz parte da rotina de alguns integrantes da instituição. Em Curitiba, a coordenadora do curso de Direito da Estácio, Patrícia Noll, usa as bicicletas compartilhadas para percursos entre parques e deslocamentos até a instituição. Depois dos treinos, ela costuma pedalar de seis a dez quilômetros. “É mais um benefício, mais um apoio para o professor, ao estudante, para que utilize desse meio alternativo de transporte, que só faz bem para a saúde, faz bem para o meio ambiente”, afirma.
Em Florianópolis, o professor de Educação Física Gustavo Oneda também recorre ao sistema. Ele pesquisa, no doutorado, os efeitos da poluição do ar durante a prática de exercícios físicos e vê na bicicleta uma possibilidade de transporte nos trajetos entre casa e a instituição, inclusive em dias com aulas em diferentes períodos. “É um grande incentivo para professores”, resume.
A Estácio informa que o Plano Estácio está disponível para estudantes de graduação e pós-graduação e para docentes das unidades e polos contemplados em Belo Horizonte, Curitiba e Florianópolis. Pelo aplicativo da Tembici, o usuário também localiza estações e desbloqueia as bicicletas.
A instituição afirma ainda que a parceria aproxima a mobilidade urbana da rotina acadêmica e estimula o uso regular das bicicletas compartilhadas, tanto em trajetos completos quanto em percursos combinados com o transporte coletivo.