A partir de 26 de janeiro de 2026, Campo Largo dará um passo decisivo na preservação de vidas no trânsito com a implantação de um sistema moderno de fiscalização eletrônica. Após instalação e um período de testes, passam a autuar os infratores nos 15 pontos de fiscalização, que monitorarão 28 faixas de rodagem, incluindo seis equipamentos mistos e nove controladores de velocidade. A iniciativa reforça o compromisso da gestão com a segurança dos cidadãos e está alinhada às recomendações internacionais da Organização Mundial de Saúde.
A eficácia dos equipamentos de fiscalização eletrônica é comprovada por estudos nacionais e internacionais. Segundo pesquisa do IBMEC-RJ, cada equipamento instalado evita cerca de três óbitos e 34 sinistros por ano. Em 2024, equipamentos similares instalados no Brasil monitoraram mais de sete bilhões de passagens, com 99,9% condutores respeitando a velocidade nos pontos de monitoramento.
Atualmente Campo Largo conta com uma frota de 105 mil veículos registrados e uma média de 80 sinistros de trânsito por mês, o que engloba atropelamentos, colisões de veículos, quedas e outros.
A escolha dos pontos de instalação em Campo Largo seguiu rigorosos critérios técnicos, conforme estabelece a Resolução 798/2020, da Polícia Federal. Foram considerados locais com maior risco de acidentes, travessias de pedestres, alto fluxo veicular e histórico de acidentes, com todos os locais estando disponíveis publicamente.
Confira onde serão instalados os equipamentos fixos de fiscalização eletrônica de velocidade (radares fixos) em Campo Largo:
- Rua Joaquim Ribas de Andrade, 1290 – 1 faixa (mão única) – 40 km/h
- Rua Joaquim Ribas de Andrade, 635 – 1 faixa (mão única) – 40 km/h
- Avenida Padre Natal Pigato, 815 – 2 faixas (mão única) – 40 km/h
- Avenida Padre Natal Pigato, 710 – 1 faixa (mão única) – 40 km/h
- Rua Ema Taner de Andrade, 435 – 2 faixas (mão única) – 40 km/h
- Rua Bernardo Fedalto, 341 – 2 faixas (mão única) – 40 km/h
- Rua Teodoro Augustyn, 437 – 2 faixas (mão dupla) – 40 km/h
- Rua José Domingues Pereira, 526 – 2 faixas (mão dupla) – 40 km/h
- Avenida Marcelo Puppi, 1991 – 2 faixas (mão única) – 60 km/h
- Avenida Marcelo Puppi, 1991 – 2 faixas (mão única) – 40 km/h
- Rua Dom Pedro II, 2549 – 2 faixas (mão dupla) – 40 km/h
- Avenida Marcelo Puppi, 608, no poste existente – 2 faixas (mão única) – 60 km/h
- Avenida Marcelo Puppi, 1700 – 2 faixas (mão única) – 60 km/h
- Avenida Mato Grosso, 9757; próximo à Rua Arapongas – 2 faixas (mão dupla) – 40 km/h
- Avenida Centenário, 2000 – 3 faixas (mão única) – 40 km/h
Confira o mapa com a localização dos radares fixos clicando aqui.
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Segundo pesquisa de opinião pública realizada pelo Paraná Pesquisa em julho de 2019, 75,9% dos entrevistados são favoráveis a utilização de controladores eletrônicos de velocidade, pois veem nessa estratégia uma maneira de garantir maior segurança aos cidadãos.
A preocupação é justificada ao notarmos que o Brasil ocupa a quarta posição entre os países com mais mortes em acidentes de trânsito no mundo, ficando atrás apenas de China, Índia e Nigéria. No Brasil, uma pessoa morre a cada 15 minutos por causa de acidentes de trânsito, e a cada dois minutos um ser humano sofre sequelas decorrentes de sinistros. Os acidentes de trânsito custam R$ 50 bilhões ao ano aos cofres públicos, somando gastos com saúde, indenizações e previdência.
A imprudência dos condutores é responsável por cerca de 90% dos acidentes em todo o mundo, sendo o excesso de velocidade o principal fator de risco. O controle de velocidade representa uma das principais ferramentas no combate à violência no trânsito, devido à relação direta entre alta velocidade e a gravidade das consequências dos sinistros.
