Mesmo com bandeira laranja, fluxo de passageiros se manteve nessa semana

A bandeira laranja, que entrou em vigor na última segunda-feira, dia 15 de junho de 2020, e que restringiu o funcionamento de alguns setores na capital paranaense, ainda não teve impacto significativo no fluxo de passageiros no transporte coletivo.

Dados da Urbanização de Curitiba mostram que a média de passageiros se manteve próxima da registrada antes da entrada em vigor do decreto 774 de 2020, que estabeleceu uma série de regras para frear a propagação do novo coronavírus na cidade, como horário para funcionamento do comércio, fechamento de academias, igrejas, bares e clubes sociais e esportivos.

De segunda-feira até quinta-feira, dia 18 de junho, a média de passageiros por dia foi de 272.834, apenas 3,2% menor do que na semana passada, que foi de 282.131.

“Isso reforça o alerta para que as pessoas procurem horários alternativos para utilizar o transporte público, de modo a evitar aglomeração e o contágio pelo coronavírus”, diz o presidente da Urbanização de Curitiba, Ogeny Pedro Maia Neto. “Além na necessidade de se regulamentar o horário de funcionamento de algumas atividades para desafogar o sistema em horários de pico”, completa.

A Urbanização de Curitiba divulgou nesta sexta-feira, dia 19 de junho, um mapeamento do perfil do passageiro de vale transporte nos ônibus da capital paranaense por setor de atividade. O estudo pode servir de base para medidas de regulamentação do horário de funcionamento de setores na capital paranaense.

Idosos

Grupo de risco, os idosos, por exemplo, continuam a ser uma preocupação. Embora a Urbanização de Curitiba tenha registrado uma redução de 15% no movimento da população acima de 60 anos no sistema, o volume ainda é considerado alto. Na semana passada, a média por dia foi de 20,7 mil. Entre segunda-feira e quinta-feira desta semana, essa média estava em 17,4 mil.

“Precisamos que esse grupo realmente só saia de casa em caso de necessidade. Estamos em um momento de bandeira laranja, de maior risco de contágio”, diz Ogeny Pedro Maia Neto.

Para conter a aceleração da propagação do coronavírus, a Urbanização de Curitiba determinou que os ônibus da capital paranaense só possam circular com 50% da capacidade de lotação. A medida vale para todas as linhas.

Nos terminais, os expressos, articulados, biarticulados e linha direta saem com 30% de ocupação e quando atingem 50% da capacidade só param para desembarques. Os alimentadores, convencionais, interbairros e especiais também só circulam com 50% da lotação

Também foram feitos novos reforços, dessa vez em 15 linhas, que vão trabalhar com 100% da frota.

Na quarta-feira, dia 17 de junho, passaram a funcionar com a frota completa as linhas diretas 506 Bairro Novo e 508 Sítio Cercado (anti-horário), e as alimentadoras 515 Iguape II, 528 Boqueirão – Pinheirinho, 531 Santa Inês e 548 Osternak – Sítio Cercado. A medida beneficia regiões do Boqueirão e Sitio Cercado.

Na próxima segunda-feira, dia 22 de junho, retomam a operação em 100% linhas das regiões Pinheirinho, Tatuquara, Capão Raso e Cidade Industrial de Curitiba. Entram nesta lista as linhas alimentadoras 617 Jardim Ludovica, 646 Pompeia – Janaína, 650 Santa Rita – Pinheirinho, 658 Capão Raso – Caiuá, 659 Caximba – Olaria, 680 Rurbana, 684 Rio Bonito, 685 Rio Bonito – Cidade Industrial de Curitiba e 772 Tupy – Juliana.

A linha Inter 2 já funciona com 100% da frota nos dias úteis. As linhas expressas Pinheirinho – Rui Barbosa, Santa Cândida – Capão Raso e Circular Sul operam com 90% da capacidade nos horários de maior movimento e as linhas alimentadoras da região Sul da cidade trabalham com 100% no horário de pico. Também foi feito o reforço na linha Boqueirão – Centro Cívico nos picos da manhã e da noite.

Para evitar aglomeração, a Urbanização de Curitiba já tomou uma série de medidas no transporte coletivo. Todos os terminais têm marcações para que os passageiros mantenham uma distância de, no mínimo, 1,5 metro entre si e há distribuição de folders com orientações sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras, necessidade de manter o distanciamento e as janelas abertas nos veículos.

Mobilidade Curitiba

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