A SBOT-PR participou, no dia 10 de setembro, da Cúpula Nacional Movimento Brasil Sobre Rodas, realizada na FIESP, em São Paulo (SP), em um encontro promovido pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e pela própria FIESP. O evento reuniu autoridades, especialistas e representantes de diferentes setores para discutir os desafios da mobilidade sobre duas rodas e buscar soluções práticas para um trânsito mais seguro.
Representando a regional paranaense, o ortopedista Dr. Décio De Conti, presidente da SBOT-PR em 2023, acompanhou as discussões e destacou os principais dados da Pesquisa Nacional sobre o Comportamento dos Motociclistas, apresentada durante a programação.
Pesquisa revela hábitos, riscos e desafios da SBOT-PR
Segundo De Conti, a pesquisa ouviu mil participantes em setembro e deve orientar as próximas ações da entidade. Entre os dados apresentados, 53% dos entrevistados usam a moto para o trabalho, enquanto 29,8% têm menos de um ano de pilotagem. Além disso, 56,9% utilizam motos diariamente.
No recorte profissional, 35,7% dos motociclistas atuam por aplicativos, sendo 44% com idade entre 18 e 25 anos. Outros 23,8% trabalham como motoboy ou fretista. Entre os entrevistados que exercem atividade remunerada, 52,9% fazem isso há menos de um ano e 60,3% são do sexo feminino.
O levantamento também aponta pressão por produtividade: 50,2% disseram sentir isso frequentemente e 40,3% afirmaram que isso ocorre às vezes. Embora 51,4% não tenham participado de cursos de direção defensiva ou educação no trânsito, 84,4% consideram esse tipo de formação muito importante.
Outro dado apresentado mostra o impacto dos acidentes na saúde pública. Entre os entrevistados, 90% não possuem plano de saúde e 86,2% têm consciência dos riscos de paralisia em acidentes de moto. Na prevenção, 93,6% usam capacete, mas o índice cai para outros equipamentos: jaquetas, 68%; luvas, 61%; e botas, 44%.
Propostas para ampliar a segurança no trânsito
De acordo com a pesquisa, os principais riscos ao pilotar na cidade são cruzamentos, com 26,2%; pontos cegos, com 23,6%; falta de sinalização, com 13,3%; vias com buracos, com 12,9%; e veículos grandes, com 12%. Apesar disso, 73% dos entrevistados disseram não respeitar as leis de trânsito.
Entre as soluções sugeridas, o estudo indicou maior fiscalização, com 63,1%; criação de motovias, com 56%; melhoria da pavimentação, com 40%; limitação de velocidade, com 36%; mais radares, com 35%; e campanhas educacionais, com 33%.
Ao final do encontro, a SBOT e a regional Paraná reafirmaram o compromisso com a prevenção de sinistros, a promoção da saúde e a construção de soluções para uma mobilidade mais segura.
A SBOT-PR, fundada em 1974, atua na educação médica continuada, na atualização científica e na valorização da prática ortopédica no Paraná. A entidade também desenvolve ações de conscientização voltadas à prevenção de lesões, à saúde musculoesquelética e à segurança da população.