Curitiba garante mais US$ 93,7 milhões para investir no transporte coletivo

A Prefeitura de Curitiba obteve a aprovação da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), do Governo Federal, para investimentos de US$ 93,75 milhões no transporte coletivo. Serão US$ 75 milhões financiados pelo New Development Bank (NDB), o banco dos BRICS, e outros US$ 18,75 milhões de contrapartidas do município. Em reais, os valores somam aproximadamente R$ 500 milhões.

A decisão da Comissão de Financiamentos Externos favorável à contratação dos recursos pela capital paranaense foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, dia 25 de maio de 2020. Nesta terça-feira, dia 26 de maio, o prefeito Rafael Greca encaminhou mensagem à Câmara Municipal do Projeto de Lei solicitando a autorização do Legislativo para a contratação do empréstimo.

“Esta gestão trabalha ativamente para garantir um legado de projetos e obras estruturantes necessários ao desenvolvimento da nossa cidade pós-pandemia. São investimentos importantes em infraestrutura que vão movimentar a economia e garantir a geração de empregos”, afirma o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba, Luiz Fernando Jamur.

Os recursos serão aplicados nos projetos e obras de implantação do Ligeirão no corredor metropolitano de transporte Leste-Oeste, entre o Campo Comprido e Pinhais, e na extensão Sul, como parte do Programa Mobilidade Sustentável de Curitiba – Projeto Aumento da Capacidade e Velocidade do BRT do Eixo Leste-Oeste e Sul.

A autorização da Câmara Municipal de Curitiba é a etapa preliminar da negociação do financiamento que ainda segue o rito de aprovação pelo governo federal e a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, antes da assinatura de contrato com o New Development Bank, o banco dos BRICS.

Mobilidade sustentável

A intervenção do Ligeirão Leste-Oeste prevê a reforma e ampliação de 32 estações de embarque e desembarque, a reestruturação viária de aproximadamente 22,5 quilômetros de canaletas exclusivas e de outros 7,5 quilômetros de vias complementares ao sistema de transporte.

Prevê também a implantação de aproximadamente 44,8 quilômetros de ciclofaixas e de 66 paraciclos.

“Planejamos com vistas à estruturação de novas centralidades de forma a reduzir os deslocamentos e promover a mobilidade sustentável com o sistema de transporte integrado à ciclomobilidade e aos modais de micromobilidade”, explica Luiz Fernando Jamur.

A partir da implantação da estrutura de ultrapassagem na canaleta, a operação do eixo será dividida em linhas “paradoras”, que farão paradas em 34 estações e cinco terminais ao longo do eixo, e a linha Direta – Ligeirão, que fará paradas nos cinco terminais de integração e nas estações de maior atratividade do sistema. Esta operação será realizada por 42 ônibus Parador e 18 ônibus Ligeirão.

Também será feita a revitalização de outras vias complementares ao sistema de transporte, como a implantação de restruturação viária de 7 quilômetros, composta pelo binário – vias de sentido único – das ruas Olga Balster e Nivaldo Braga e vias do entorno do Terminal Capão da Imbuia.

E ainda, para o Eixo Leste-Oeste, estão previstas a implantação de três estações de transporte, a reforma do Terminal de Integração Centenário e Vila Oficinas e a reconstrução dos terminais Capão da Imbuia e Campina do Siqueira.

Para a finalização do Ligeirão Sul, que hoje opera do Santa Cândida à Praça do Japão, a proposta é a de reforma e ampliação de 13 pontos de parada existentes no itinerário ao sul e a reestruturação viária de aproximadamente 4 quilômetros de canaletas exclusivas. Prevê também a implantação de aproximadamente 15,6 quilômetros de ciclofaixas e a implantação de 26 paraciclos. A operação do transporte no eixo Norte-Sul será realizada por 22 ônibus paradores e 24 Ligeirões.

Benefícios do “Ligeirão Leste-Oeste”

– Redução do tempo de deslocamento em 23%;
– Redução da frota em 35% (pela otimização do sistema e adoção de veículos de maior capacidade);
– Aumento da velocidade operacional da linha em 35,6%;
– Reestruturação viária de 31,2 quilômetros de canaleta exclusivas;
– Eliminação dos comboios de ônibus nas canaletas exclusivas;
– Revitalização de estações de embarque e desembarque, substituição do piso das calçadas, renovação do pavimento da pista, iluminação pública, implantação de paisagismo e requalificação da acessibilidade;

Benefícios para o “Ligeirão Norte-Sul”

– Redução do tempo de deslocamento em 26%;
– Redução da frota em 20% (pela otimização do sistema e adoção de veículos de maior capacidade);
– Aumento da velocidade operacional da linha em 35,4%;
– Reestruturação viária de 3,25 quilômetros de canaleta exclusivas;
– Eliminação dos comboios de ônibus nas canaletas exclusivas;
– Revitalização de estações de embarque e desembarque, substituição do piso das calçadas, renovação do pavimento da pista, iluminação pública, implantação de paisagismo e requalificação da acessibilidade;
– Reestruturação viária de 11,1 quilômetros de binários e sistema viário complementar;
– Ganho de 50% na capacidade das vias complementares ao sistema de transporte;
– Segurança para os pedestres pela revitalização das calçadas, implantação de iluminação pública mais eficiente, acessibilidade e sinalização viária, melhorando a segurança para a população em geral.

Mobilidade Curitiba

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