Fórum de Mobilidade discute acidentes de trânsito e impactos na saúde pública

O Fórum de Mobilidade reuniu autoridades e especialistas para apresentar dados alarmantes sobre acidentes de trânsito e seus impactos no sistema de saúde pública. Durante a 124ª reunião do Fórum Nacional de Secretários, Secretárias e Dirigentes de Mobilidade Urbana, realizada na Smart City Expo na Arena da Baixada, o tema principal abordou a gravidade dos acidentes e as consequências para a sociedade.

Fórum de Mobilidade destaca números preocupantes de acidentes no Brasil

O presidente do Fórum e da Urbanização de Curitiba (Urbs), Ogeny Pedro Maia Neto, classificou os acidentes de trânsito como uma pandemia mundial que exige atenção urgente das autoridades. Entre 2021 e 2024, o Brasil registrou 140 mil mortes no trânsito, sendo que somente em 2024 ocorreram 37.150 óbitos, com 42% das vítimas ocupando motocicletas. Segundo Dante Moraes Rosado e Souza, gerente sênior do Programa Segurança Viária da Vital Strategies, o número de mortes de motociclistas cresceu 13 vezes em 25 anos, enquanto a frota aumentou 12 vezes. Ele defende o engajamento amplo da sociedade para reduzir esses índices.

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  • Um estudo do Banco Mundial, baseado em dados de 2019, estima que os acidentes de trânsito custam cerca de 3,8% do PIB brasileiro, o equivalente a R$ 320 bilhões por ano. Desde então, o número de acidentes aumentou, elevando os custos que incluem gastos hospitalares, danos ao patrimônio e perda de produtividade. O Brasil registra aproximadamente 160 mil feridos por ano, o que impacta significativamente o sistema de saúde.

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    Impactos no sistema de saúde pública discutidos no evento

    A secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, revelou que em 2025 os gastos com internações hospitalares decorrentes de acidentes de trânsito chegaram a R$ 12,5 milhões. Ela ressaltou que esses acidentes sobrecarregam o sistema de saúde e poderiam ser evitados. No mesmo ano, os hospitais da cidade atenderam 5.274 vítimas de acidentes envolvendo motocicletas. No âmbito do SUS, os custos ultrapassam R$ 400 milhões.

    Melissa Puertas, diretora da Escola Pública de Trânsito de Curitiba, apresentou o conceito de Visão Zero e destacou o trabalho da escola na conscientização da população para prevenir acidentes. O Fórum também debateu temas como financiamento para médias e grandes cidades na área de transporte, controle de bilhetagem eletrônica pelos municípios e o papel das escolas públicas de trânsito.

    Promovido pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e pela Urbanização de Curitiba (Urbs), o evento contou com a participação de 223 pessoas de 75 cidades brasileiras, incluindo 16 capitais. O Fórum de Mobilidade reforça a importância do diálogo entre gestores públicos e especialistas para enfrentar os desafios da mobilidade urbana e reduzir os impactos dos acidentes no Brasil.

    O Fórum de Mobilidade demonstra que a mobilização conjunta entre autoridades, sociedade civil e especialistas pode contribuir para a criação de políticas públicas eficazes. A troca de experiências e o debate aberto promovem soluções que visam diminuir os índices de acidentes e aliviar a pressão sobre o sistema de saúde pública.

    A continuidade dessas discussões no Fórum de Mobilidade representa um passo fundamental para a construção de cidades mais seguras e sustentáveis, com foco na preservação da vida e na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

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